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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Skate 3

O que se pode esperar de um título tão orgânico como Skate? O título original destruiu a concorrência com a naturalidade da jogabilidade, do universo e dos eventos. Skate 2 apresentou uma San Vanelona reciclada com um ambiente mais hostil, aumentando a lista de truques e permitindo aos jogadores sairem da prancha e andar pelo mundo.

Skate 3 propõem-se a implementar um sistema de equipas, desta forma atear um sentimento e noção de grupo nos jogadores. Contudo, na versão disponível como demo na PSNe Xbox Live, este mecanismo ainda não está ao dispor do grande público. Não é por falta disso que a demo não deixa de impressionar.

A primeira coisa a notar emSkate 3 é a vontade da EA Black Box de não tornar a série num produto para veteranos apenas. Logo no início da demo somos confrontados com três dificuldades para escolha: Fácil,Normal e Hardcore. Em Fácilos jogadores terão ajudas na abordagem dos obstáculos, na execução de manobras e o jogo é mais com más aterragens e colisões não enviando o skaterdirectamente para o asfalto. EmNormal a jogabilidade estará muito perto do que foi a jogabilidade em Skate 2 com algumas melhorias. Em Hardcoreos jogadores serão confrontados com a dura e cruel realidade dominada pelas leis da física quebrada apenas por ocasionais erros ou pelo modo Hall of Meat.

Esta opção mostra a vontade da EA Black Box abrir a experiência a um novo público que pode ter sido marginalizado pela dificuldade do primeiro Skate e da longa curva de aprendizagem que não se alterou em Skate 2. Por outro lado, oferece um novo desafio aos veteranos da série com o modo Hardcore que apresenta um processo tão difícil como o inicial de aprender os controlos e mecânicas do jogo.

Dada a minha longa relação com a franchise Skate, seleccionei a dificuldade Hardcore sem qualquer hesitação. Sem podermos personalizar o nosso avatar, a EA Black Boxapresenta-nos um punhado de skaters feitos de antemão. Escolhida a dificuldade e o/a skater é altura de escolhermos se queremos aprender o que Coach Frank nos tem para ensinar ou seguir o nosso caminho para o University District de Port Caverton.

Para esta antevisão vou focar-me nas mudanças mais aparentes em Skate 3 a começar pelo ambiente. Para quem como eu sentiu-se um tanto ou quanto desapontado com a abordagem mais agressiva de Skate 2 e relembra com saudade a simples cidade aberta à exploração descontraída do Skate original, Skate 3 é a sequela que estavam à espera. A palete de cores volta a assemelhar-se ao do primeiro e os transeuntes já não nos rogam pragas no momento em que nos vêem. Pelo que pude ver, já não encontramos rampas soltas e perdidas pela cidade que nos lembravam um estilo mais arcade do género, regressando assim ao lado mais purista e realista da série.

A jogabilidade em dificuldadeHardcore realça a aproximação do jogo enquanto simulador.Skate 3 é muito menos condescendente com os nossos erros e não basta reproduzir o movimento correcto com o analógico direito para conseguir executar uma manobra com sucesso. As que exigirem um maior impulso e maior tempo no ar, como Varials ou 360 Flips, obrigarão o jogador a ganhar o referido impulso sob o risco de não conseguir completar a rotação da prancha ou de aterrar desenquadrado com a mesma, resultando numa queda ou algo parecido.

Falando agora dos grinds, é aqui que encontrei a maior dificuldade com o Hardcore. O jogo não perdoa nem facilita, obrigando o jogador a imitar a precisão que seria necessária para executar qualquer manobra deste tipo na vida real. Posto isto, senti-me a viver num longo déjà vu à medida que me lancei sobre um corrimão e acabei ou a cair ao lado ou a estatelar-me no chão, tal e qual acontecera durante as primeiras horas com Skate.

Experimentei mudar a dificuldade durante o jogo para Normal para ver se eram as minhas capacidades que estavam atrofiadas mas não, o modoHardcore é como o nome sugere - Hardcore. Em Normal a facilidade de que me lembrava deSkate 2 voltou e voltei a dominar as ruas, desta vez de Port Caverton.

Tirando os raros erros (mais raros que em Skate 2 até ao momento), a IA é a única lacuna evidente em Skate 3. Os pedestres não estão muito menos inteligentes e ágeis que no título anterior mas os restantes skaters não fazem o mínimo esforço para evitar colisões iminentes connosco, estejamos parados, em movimento ou em pleno truque. Ainda sem
experimentar o sistema de equipa offline em que os restantes membros do grupo são controlados pela IA do jogo, é certamente um ponto que nos deixa preocupados mas sem grandes receios.

Sem mais, garanto que o que joguei de Skate 3 e até onde me deixaram ir superou as minhas expectativas que, em toda a honestidade, não estavam muito elevadas. O que mais me atrai para este título e me deixa com vontade de lhe deitar as mãos é sem dúvida o implacável a dificuldade Hardcore que me frustará vezes sem conta, mas graças ao qual me sentirei imensamente recompensado com cada manobra bem sucedida.


Fonte:My Games

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