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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2

Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2



A série Naruto é sem dúvida um dos maiores fenómenos do Anime em Portugal. Desde a era Dragon Ball que uma série de animação japonesa não juntava tantos fãs debaixo da seu estilo, história e influência. Por isso não é de qualquer forma estranho que um jogo da nova geração dedicado ao Naruto seja um dos jogos mais antecipados deste fim de ano, e com razão.

Afinal, Naruto Ultimate Ninja Storm foi sem dúvida um dos melhores exemplos de como é possível recriar uma série Anime e transpor a qualidade e espectacularidade visual para uma consola. Este foi sem dúvida um dos jogos, que apesar das muitas falhas, ofereceu pela primeira vez o sentimento do que é estar a jogar um verdadeiro Anime.

Com promessa de oferecer uma campanha mais divertida, mais modos de jogo, personagens, um visual ainda mais próximo do Anime e ainda, o muito aguardado modo Online, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 assume-se como o candidato ao melhor jogo baseado na série, além de tentar ainda angariar o primeiro lugar, no que toca a jogos de combate baseados em Anime.
Será que Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 consegue mesmo atingir esse título?

Para começar, há que falar da entrada deste Naruto na era Shippuden, que conta a história logo após Naruto ter saído de Hidden Leaf Village com Jiraya para ir treinar, de forma a poder defender-se contra os Akatsuki e ainda ajudar a trazer de volta Sasuke para a sua aldeia. Desta forma, podem contar com um jogo centrado em retratar os acontecimentos que vão desde o resgate de Gaara, ao combate do Naruto Sage Mode contra Pain.

Quando começam a jogar Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2, vão descobrir que o jogo está dividido em 4 menus distintos, o primeiro é o Ultimate Adventure onde vão poder jogar pela história do Shippuden, o Free Battle, onde podem lutar contra o computador ou os vossos amigos em combates um contra um ou em equipa, onde cada um dos dois jogadores pode escolher até dois aliados. De seguida existe o muito aguardado modo Online Battle que permite lutar contra outros jogadores Online e por fim, as indispensáveis Options, onde podem mudar a dificuldade, os botões, a posição do ecrã, as vozes e a presença das legendas.

Mesmo que aparente ter poucas opções no menu inicial, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 consegue
ser um jogo profundo e duradouro, sendo o modo Ultimate Adventure uma das principais atracções.
Ao contrário do que aconteceu no modo Ultimate Mission do primeiro Naruto Ultimate Ninja Storm, em Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 vão encontrar um sistema de progresso no enredo e uma movimentação por cenários bastante diferente. Para começar, já não vão poder explorar Konoha de forma livre e em mundo aberto, agora os cenários tentam aproximar-se mais do que foi visto no Anime, oferecendo apenas zonas interligadas e separadas por câmaras diferentes, tal como corredores ligados entre si. Mesmo não sendo um mundo propriamente aberto, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 ainda oferece algum espaço para explorar os cenários, com várias pessoas com quem falar e missões para realizar.


Esta mudança na exploração permite que os cenários sejam bem mais variados que no primeiro jogo, por isso preparem-se para viajar de Hidden Leaf Village até Hidden Sand Village, além de outros lugares importantes, que podem ver durante a série Naruto Shippuden. O controlo da personagem também vai saltando entre protagonistas quando a história permite, além de que os membros activos vão acompanhar-vos para todo o lado, ao contrário do Naruto solitário de Naruto Ultimate Ninja Storm.
De volta está a possibilidade de escolher qual é a personagem que querem levar para o combate pois foi incluído um sistema de fadiga em Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 que fragiliza as personagens após o combate, as quais podem regenerar a vida ao longo do tempo ou através do uso de items especiais dedicados ao efeito, como o Oinment.

Dentro das vilas do jogo vão poder realizar vários tipos de missões e pedidos feitos por pessoas que circulam pelas ruas ou através da Tsunade, a Hokage de Hidden Leaf Village. Cada missão é diferente, embora envolvam normalmente que combatam contra alguém ou entreguem um determinado item. De qualquer forma, as missões permitem que ganhem Ryo, a moeda de troca do jogo, além de SP, que funciona aqui como um contador de experiência que vai acumulando.
Quanto mais SP tiverem, mais items, títulos e afins vão desbloqueando títulos, além de grande parte das muito apetecidas personagens, para jogar no modo VS ou Online.

Com o Ryo acumulado vão poder visitar as lojas espalhadas pelo mundo e comprar todo o tipo de objectos, sejam eles ferramentas Ninja para usar em combate, todo o tipo de comidas que modificam as estatísticas temporariamente, conhecidos por Bento, que embora tenham efeitos temporários, ajudam a poder vencer alguns dos combates mais complicados. Para desbloquear cada vez mais items, vão ter de trazer até às lojas específicas os items que recolhem durante a aventura, seja nas ervas, no chão ou até roubando aos pobres animais que existem nas ruas. Estes items podem também ser usados em determinadas missões ou até em combate, por isso vale bem a pena recolher tudo pelo caminho,
havendo até estátuas que permitem aumentar o número de items que conseguem apanhar num só sítio.

Mas como é óbvio, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 é essencialmente um jogo de luta e mais tarde ou mais cedo vão acabar por ter de combater, seja em eventos do jogo, ou nos combates definidos para a história, sendo que os últimos continuam a ser os pontos mais altos do modo história. Estas Main Battle tentam recriar normalmente aquilo que foi visto na série, com os combates a assumirem proporções épicas através da utilização dos típicos Quick Time Events, onde é necessário pressionar os botões que aparecem no ecrã o mais depressa possível, de forma a ganhar o máximo possível de estrelas e assim desbloquear um momento de flashback relacionado com o passado da série.
Os Main Battle são altamente variados e podem mudar o terreno de combate de forma abrupta, transformando uma arena de terra num lago gigante (luta com Kakashi), ou até numa perseguição aérea, a fazer lembrar um Shoot'em Up (Gaara contra Deidara). Há muito para ver ao longo do jogo e alguns conseguem ser realmente espectaculares.

O combate de Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 é no geral quase idêntico ao primeiro,embora com algumas mudanças que vão acabar por desagradar alguns. Como é o caso da ausência das acções cinemáticas criadas pelos Ultimate de cada personagem, ou, após o choque entre dois Ultimates. Aqui, tudo o que acontece é muito menos explosivo e podem esquecer os Quick Time Events, o que oferece mais fluidez ao combate por um lado, mas também retira alguma da espectacularidade que estes ofereciam e agora, só podem ser vistos nas Main Battles e de forma pré-definida.


Para aqueles que não conhecem o sistema de combate de Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2, o combate decorre com a câmara posicionada por trás das costas de um dos lutadores dando uma maior perspectiva de profundidade. Cada uma das personagens possui várias barras de vida (dependendo da situação) e uma barra de Chakra, que funciona como que a energia da personagem para efectuar todo o tipo de ataques especiais, ou até realizar o ninjutsu de teleportação para fugir a um ataque.
Quase tudo gasta Chakra, mas podem recarrega-lo mantendo premido o mesmo botão que o liberta. É possível realizar dois tipos de ataques especiais e ainda desbloquear a fase Awakening Mode de cada personagem, o que varia entre cada um dos lutadores, pois se alguém como a Sakura fica apenas mais poderosa, uma como o Naruto deixa escapar o Kyuubi com 4 Caudas.

Vão poder continuar a usar as ferramentas Ninja já clássicas durante o combate que fazem recuperar algum Chakra, aumentam o ataque, ou diminuem a defesa do adversário. As ajudas também estão de volta, sendo que podem chamar entre dois aliados para vos ajudar durante os combates, este estilo de jogabilidade aumenta de grande forma a estratégia das lutas e a variedade dos ataques dos lutadores escolhidos, criam todo um leque de possibilidades.
Agora é inclusive possível escolher entre 3 tipos de estratégia das personagens em combate, que variam entre o Attack Type (dedicado aos ataques directos), o Guard Type (dedicado a proteger o jogador) e por fim, o Balance Type (um misto entre a defesa e o ataque), todas as personagens podem usar os 3 tipos de estratégia, embora comecem com uma pré-definida e mais tarde podem desbloquear os restantes através do Ultimate Adventure.

Em termos de combate normal, tudo isto é replicado fora do Ultimate Adventure, tanto no modo Free Battle como no Online Battle, mas é sem dúvida o modo Online que agora merece todo o destaque. É possível fazer dois tipos de combates, o Player Match que funciona como um jogo de treino e os Ranked Match, onde cada combate conta e a derrota ou a vitória significa perder ou ganhar BP (Battle Points) que permitam com que evoluam e ganhem novos tipos de rankings, arrancando do Beginner, passando pelo Trainee, entre outros tipos de títulos, alguns deles ligados ao mundo de Naruto.
Quando lutam Online vão conhecer outras pessoas e a vossa informação vai ser automaticamente trocada através de um sistema de cartas, que apresentam todas as vossas estatísticas. Estas Ninja Info Cards podem ser personalizados com títulos e imagens que vão desbloqueando ou comprando numa das lojas de Hidden Leaf Village.

Da experiência que tivemos com o modo Online de Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2, é visível que o serviço está preparado para receber os combates sem qualquer tipo de problemas, mesmo assim, é aconselhável que tenham em atenção o adversário que escolhem, pois caso este tenha uma ligação muito fraca, o combate vai sofrer de um Lag bastante forte, o que pode acabar por influenciar até os vossos timings de ataque. De resto, é uma experiência bastante fluída e satisfatória, especialmente para quem não pode chamar os amigos para jogar lá em casa.

Tal como já foi dito no início desta análise, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 é o jogo que mais se aproxima de estar a jogar um Anime. Os cenários feitos para o jogo parecem ter sido retirados directamente do Anime e as personagens são representações em 3D totalmente fieis às da série.
Podem contar com as expressões de espanto e os olhos esbugalhados vistos durante os episódios, além de que os movimentos das personagem, em todos os aspectos, estão também estes bastante perto do Anime. O Cell-Shading foi usado sem dúvida da melhor forma para oferecer uma experiência visual realmente espectacular e vistosa.

O mundo de jogo também ganhou com o fim dos cenários abertos, estando agora bem mais detalhados e preenchidos de vida, com pessoas a andar aos molhos pela rua, animais em cima dos telhados e pássaros a sobrevoar os cenários. É verdade que algumas pessoas e elementos dos cenários acabam por se repetir e cada vez que passam pela mesma zona as animações também se repetem, mas tudo isto acaba por dar mais vida a Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 e aproxima-lo assim mais do Anime.

Já no departamento sonoro, aconselho seriamente a colocar as vozes em Japonês a todos aqueles que quiserem ter a experiência mais fidedigna,
pois embora as vozes sejam as originais, tanto no Inglês como no Japonês, a discrepância entre as vozes e os lábios com vozes em inglês é tão grande, que acaba por ser incomodativo. Mesmo assim, ambas as línguas estão bastante bem.

Em termos de música, podem contar com os tons típicos que estão associados a jogos de Naruto e ainda algumas a roçar o que é ouvido na série, o que também acaba por oferecer uma experiência também esta, próxima do Anime.

A longevidade de Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 vai acabar por variar um pouco segundo a vossa dedicação ao mesmo, se quiserem fazer apenas a história sem dar atenção a mais nada, tudo não deve demorar mais de 12 horas a concluir, mas com tanta coisa para fazer, missões para realizar e objectos para recolher, é bem provável que o número acabe por duplicar.
Contando ainda com o modo Online e a quantidade de títulos que existem para desbloquear, os segmentos de história secretos e a procura pelo Ranking S nas missões, então ainda vão ter muito para fazer neste novo Naruto.

Embora esteja longe de ser perfeito ou de competir abertamente contra outros jogos de luta, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 é tudo aquilo pelo qual os fãs da série pediam. Existem mais personagens, cenários, modo Online e todo um tratamento feito em redor da série Shippuden que envergonha muitos dos jogos que tentam recriar qualquer tipo de série.

Pode ter perdido os combates de Jutsus, algumas sequências de Quick Time Events durante os combates e até um mundo aberto como no primeiro jogo, mas isso é insuficiente para manchar fortemente o produto final. Para aqueles que não conhecem Naruto, esta é sem dúvida uma boa forma de entrar na série, mesmo que não gostem de Anime ou até de jogos de luta. Quanto àqueles que esperavam ansiosamente por este segundo episódio, sem dúvida alguma que Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 2 é o jogo pelo qual os fãs estavam à espera.

fonte:MyGames

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mobile Suit Gundam 00

Yo, minna-san! Aqui é giichan de novo ^^ Dessa vez, venho com dica de anime: Mobile Suit Gundam 00, mais conhecido como apenas Gundam 00. Comecei a ver há pouco tempo, mas já adorei.


Gundam 00 é a sétima série da grande saga Gundam, produzida pelo estúdio Sunrise. Possui duas temporadas e foi anunciado um filme da série. A história passa-se em 2307 A.D. e, nessa época, o petróleo é escasso, causando dependência da energia solar.
O mundo está dividido em 3 grandes blocos econômicos: a UNION (União de Energia Solar e Nações Livres), a liga de Reforma Humana (HRL) e a União Avançada Européia (AEU). Ocorrem muitas guerras, por motivos econômicos, sociais e políticos, até que uma organização chamada "Celestial Being" começa a atacar também, para acabar com as batalhas, utilizando robôs nunca vistos antes, os Gundams.


Os personagens principais são (na ordem que aparecem na imagem): Lockon Stratos, Allelujah Haptism, Setsuna F. Seiei e Tieria Erde. Realmente recomendo a todos :D Bem, até a próxima, bye! :3
Fonte: Wikipedia.

sábado, 2 de outubro de 2010

Albert Wesker confirmado em Marvel vs Capcom 3

Como já havia sido prometido pela Capcom, foram mostrados novos personagens de Marvel vs Capcom 3: Fate of Two Worlds durante a Tokyo Game Show. O time da Marvel acabou de receber Spider Man, enquanto a Capcom traz o vilão de Resident Evil, Albert Wesker, que contará com o visual do quinto capítulo da série.

Via
Eurogamer.

ATUALIZAÇÃO: O vídeo oficial, liberado na área de imprensa da Capcom, já está disponível no RevilTv e pode ser visto abaixo:

Fonte: Revil

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Batman: Arkham Asylum

Crítica: Batman: Arkham Asylum

Adicionar imagemUm game à altura do Cavaleiro das Trevas

Batman: Arkham Asylum está sendo aclamado como o melhor game de super-herói de todos os tempos. Há razão nessa afirmação, mas o jogo é muito mais que isso.

O Rocksteady Studios criou para a Eidos e Warner Bros Interactive Entertainment um título que beira a perfeição. A aventura do Batman já começa dentro do manicômio para criminosos insanos de Gotham City, com o Homem-Morcego devolvendo o recém-capturado Coringaà instituição. O Palhaço do Crime, porém, deixou-se capturar, já que tem um plano para destruir a cidade e o vigilante a partir do local. Minutos depois de entrar no Arkham, o vilão escapa, assumindo o controle da ilha e de todos os seus perigosos habitantes.

A trama é empolgante, adulta e cheia de reviravoltas e tensão - digna das melhores histórias em quadrinhos do Cavaleiro das Trevas. O responsável tem gabarito: Paul Dini, o produtor de todos os desenhos animados da DC Comics e também das séries de álbuns pintados por Alex Ross. A presença de Dini também garantiu os dubladores dos desenhos. Kevin Conroy e Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) reprisam aqui seus papéis na TV, Batman e Coringa. O excelente Tom Kane também se destaca (como Jim Gordon, Quincy Sharp, Amadeus Arkham eLouie Green), mas os demais também fazem um inspirado trabalho de dublagem.

Não basta uma boa história na mídia dos videogames, porém. É necessário saber contá-la (ou revelá-la) sem perder o passo da ação, erro em que a grande maioria dos títulos incorre. Pense em quantas vezes você já quis apertar o botão de "pular" das cenas animadas dos games, por conta das longas e muitas vezes enfadonhas sequências que explicam a trama. Aqui, elas são todas muito breves e bastante integradas à ação. No melhor estilo consagrado por Bioshock, o ambiente ajuda a contar o que está acontecendo, sem a necessidade de interromper o game (o Arkham parece o primo da superfície de Rapture). Ora isso acontece através dos monitores em que o Coringa aparece, ora via rádios sintonizados em programas policiais, ou simplesmente ouvindo as conversas dos antagonistas ou mesmo nas conversas com a personagem Oráculo. Tudo ajuda a montar o quebra-cabeça narrativo.

Essas informações todas, no entanto, ficam em um nível superficial e são determinantes para o avanço no game. Escondidas pelos mapas pelo Charada estão 240 fitas, ícones e outros itens que aprofundam a história do manicômio e seus pacientes. Todas muito bem produzidas, pintando um panorama que só auxilia no tom sombrio do game.

É digno de nota também o esforço que os designers tiveram no sentido de transmitir a riqueza do universo do Batman para o jogo. O design de personagens, por exemplo, não se restringe aos que efetivamente são enfrentados pelo herói. Espalhados pelos cantos da edificação estão indícios da presença de outros vilões - dos mais populares e antigos aos mais atuais, comoSilêncio. Mesmo que no game só enfrentemos meia-dúzia dos inimigos do Cavaleiro das Trevas, isso dá uma sensação de total imprevisibilidade. Quem será que estará escondido na próxima esquina?

Os comandos e a jogabilidade são igualmente perfeitos. O sistema de combates e combos é bastante simples (um botão ataca, um salta o outro contra-ataca) e essa facilidade consegue transmitir para o jogador a sensação de estar no comando de um dos mais importantes personagens das histórias em quadrinhos. Não é necessário um sem-fim de comandos para que o habilidoso Batman exiba suas técnicas de luta, apenas ritmo e bom-senso.

As demais faces do personagem - o detetive, o cientista, o espião - não são esquecidas e o jogo alterna momentos de pancadaria com infiltração digna de Metal Gear, inovadoras batalhas com chefes de fase (a do Crocodilo e os lisérgicos combates com Espantalho são antológicas) e desafios geográficos, sempre fazendo pequenas mudanças nas regras estabelecidas, para que o jogador tenha surpresas o tempo todo e possa resolver problemas de várias maneiras (as ferramentas do bat-cinto de utilidades são inúmeras e todas passíveis de upgrades).

Repetição é um conceito desconhecido em Batman: Arkham Asylum, game que não apenas é o melhor game de super-herói já criado, como também o melhor lançamento de 2009 até aqui e um título memorável, que merece seu espaço na prateleira da história. A Rocksteady criou um monstro - e aguardo ansioso, olhando os céus de Gotham, pelo bat-sinal anunciando a continuação.

Crítica: Spider-Man Shattered Dimensions



Crítica: Spider-Man Shattered Dimensions

Quatro vezes Amigão da Vizinhança

Em 2009, Batman: Arkham Asylum provou que franquias criadas em outras mídias podem, sim, virar grandes games. Mais do que isso, mostrou à indústria que a única maneira de lançar jogos desses personagens não é aproveitando sua popularidade em época de lançamentos cinematográficos.

Os estúdios aprenderam a lição. Transformers: War For Cybertron devolveu aos robôs sua dignidade nos consoles. Agora, o Homem-Aranha retorna aos videogames depois de alguns títulos esquecíveis, com um jogo que está entre os melhores e mais conceitualmente embasados do personagem da Marvel Comics. Spider-Man Shattered Dimensions aposta no histórico de versões do aracnídeo nos quadrinhos para propor um tipo de jogo diferente: fases em dimensões alternativas do super-herói.

A premissa é simples. Depois de ter um assalto frustrado pelo Homem-Aranha, o ilusionista Mysterio vê seu objeto de desejo, a Tábua da Ordem e do Caos, ser fragmentado. Cada pedaço vai parar em um lugar diferente do tempo e espaço. Preocupada com a ordem do universo e os poderes do artefato, a Madame-Teia, uma antiga aliada do Amigão da Vizinhança, recruta quatro versões distintas do herói para recuperar os cacos. No nosso tempo, o Sensacional Homem-Aranha parte para a missão. Na época dos gângsteres, o recebe alguns poderes adicionais e se esgueira em busca dos fragmentos. Em uma dimensão paralela e contemporânea à nossa, o jovem Homem-Aranha Ultimate usa suas habilidades para ajudar. No futuro,Miguel O'Hara, o Homem-Aranha 2099, terá que encarar o poder estabelecido do Olho Público e alguns supervilões para resgatar seus pedaços da tábua.

Como o objeto que precisa ser recuperado e reunido, o jogo é segmentado em fases alternadas em cada dimensão. São liberadas quatro fases por vez, sendo que todas precisam ser concluídas para abrir as quatro próximas. A ordem em que elas são realizadas, porém, é irrelevante. Cada versão do herói funciona dentro de regras básicas do personagem (são os mesmos botões para disparar teia, balançar-se, dar socos, etc), mas possui habilidades próprias. O Sensacional Homem-Aranha é o mais normal. Limita-se aos comandos básicos, sem grandes mudanças. O visual de seu universo é o mais cartunesco, cell-shaded, imitando ilustrações. O Ultimate é o mais agressivo e poderoso, podendo acessar as habilidades de Venom (ele veste o uniforme simbionte), dentro de cenários um pouco mais realistas. O Aranha 2099, com ambientação futurista de alta tecnologia, é o mais veloz, podendo desacelerar o tempo, e a jogabilidade nessa fase inclui sequências em que ele tem que planar em queda livre. O último, o Aranha Noir, tem as fases mais distintas. A jogabilidade furtiva é copiada descaradamente de Arkham Asylum e o visual - excelente - é todo em tons de cinza constrastados.

Ainda que as dimensões tenham suas diferenças, o estilo de jogo é extremamente repetitivo. Cada fase abre com o herói encarando um vilão poderoso (Kraven, Abutre,Duende 2099, Cabeça-de-Martelo, Escorpião, Homem-Areia...) e seus asseclas (ou uma terceira força) para depois enfrentá-lo novamente, mais poderoso, sob o efeito do fragmento que o Aranha tenta recuperar. Os desafios incluem sub-fases obrigatórias como "salve os inocentes" e uma corrida atrás do vilão. Uma vez que as quatro primeiras fases foram jogadas há poucas sequências inusitadas, apenas a dificuldade é aumentada. Nada muito difícil de resolver, no entanto, já que a inteligência artificial dos inimigos é terrível (na fase Noir é possível capturar criminosos ao lado de seus colegas, contanto que eles estejam olhando para o lado).

A repetição se torna enfadonha depois de algum tempo, mas como a desenvolvedora Beenoxlimitou cada fase a algo entre 30 e 45 minutos, a repetição não fica tão óbvia e o jogador se mantém entretido e querendo conferir a próxima sequência, que algumas vezes são realmente interessantes. Alguns níveis e principalmente os vilões são muito divertidos. A fase do Homem-Areia, por exemplo, é uma das melhores, com o personagem tendo que agarrar-se em destroços voadores para ir de um ponto a outro no mapa. A escala das fases - todas lineares - é igualmente empolgante e explorá-las rende bons tesouros, que podem ser convertidos em poderes, habilidades e outros bônus, como uniformes adicionais para o personagem. Há dezenas de possibilidades para comprar e ficar "aracnotunado".

Em relação à história, o texto do quadrinista Dan Slott é bastante superficial, mas os atores contratados para a dublagem (que incluem Neil Patrick Harris, Christopher Daniel Barnes,John DiMaggio, Jim Cumminge e Nolan North) conseguem se superar com o pouco que têm. Não me lembro de outro game do Aranha com vozes tão condizentes com os personagens.

Ainda que sofra com os problemas relacionados, Spider-Man Shattered Dimensions é um game bem planejado e que garante 10 ou mais horas de entretenimento leve. Uma boa direção para os games do aracnídeo, que ultimamente teimavam em cenários de mundo aberto mal-realizados. Uma sequência que acrescentasse mais versões do personagem, variações de estilo de jogo e fosse desenvolvida aprendendo com os erros desta seria extremamente benvinda.

Fonte: Omelete